APRESENTAÇÃO
As organizações da era do conhecimento
buscam intensivamente seu espaço no mercado globalizado, onde a
competitividade demanda um forte conhecimento de seus concorrentes, dos
mercados de atuação, de seus produtos e de seus clientes
internos e externos. Conhecer todos os tipos de capitais que uma organização
possui é um aspecto importante, pois possibilita saber sobre a
capacidade que a mesma tem de reagir às ameaças dos seus
oponentes, e se está acumulando riquezas ou as perdendo, corrigindo,
caso necessário, as vulnerabilidades encontradas. Dentre os capitais
existentes nas organizações, certamente, o mais importante
é o capital intelectual, ou músculos pensantes que fomentam
a criatividade e inovações tão necessárias
para assegurar a sobrevivência das mesmas em um mundo repleto de
incertezas. No antigo modelo econômico de se conceber as empresas
como um agregado de recursos para gerar produtos e serviços, os
recursos humanos eram considerados fatores descartáveis das fórmulas
que mediam os custos de produção e o conhecimento era tido
apenas como uma condição desejável. Hoje, as inovações
tecnológicas, cada vez mais acessíveis a todos os segmentos
empresariais, reduziram a distância diferenciadora entre as empresas,
que passaram a ter a possibilidade de acesso a tecnologias de ponta, novidades
e evoluções surgidas em qualquer parte do mundo quase que
simultaneamente.
O diferencial entre as empresas do mundo industrial e comercial não
são mais as máquinas utilizadas no processo produtivo; ao
contrário disso, é encontrado no somatório do conhecimento
coletivo gerado e adquirido, as habilidades criativas e inventivas, os
valores, atitudes e motivação das pessoas que as integram
e o grau de satisfação dos clientes internos e externos,
e principalmente o que a empresa realiza com essas matérias-primas
são os chamados ativos intangíveis, os conhecimentos tácitos
e explícitos, que geram valor econômico para a empresa e
cuja origem está diretamente relacionada aos agentes intelectuais
da empresa. É neste contexto que nasce o conceito de gestão
do conhecimento com o propósito de governar a criação,
disseminação e utilização do conhecimento
necessário para que a organização possa atingir plenamente
seus objetivos organizacionais.
A gestão do conhecimento é uma estratégia utilizada
para disponibilizar os conhecimentos necessários, a pessoa certa,
no momento certo, com o propósito de lhe ajudar a transformar a
informação em ação, isto é, tomar uma
decisão, de forma a melhorar a performance da organização.
Deste fato, resulta a importância de como a organização
irá ter acesso aos conhecimentos que ela necessita e como irá
utilizá-los para colocar em ação a sua estratégia,
e não importa também, se esses conhecimentos têm origem
informal ou formal. Contudo, não se trata simplesmente de dispor
doa ativos imateriais, mas de dispor de processos que utilizem de forma
eficaz este conjunto de conhecimentos disponíveis. Estes conhecimentos
também são responsáveis por criar valor para todos
os ativos da organização. Portanto, é vital que os
gerentes, de todos os níveis sejam capazes de ver a organização
a partir dos conhecimentos que ela possui e produz, e os fluxos de conhecimentos
associados a cada um dos seus processos internos e externos.
Apesar da generalizada convicção da importância da
gestão do conhecimento, é fato que sua implantação
e êxito dependem diretamente das pessoas, dos seus comprometimentos
e da ênfase com que a direção da organização
se dedica ao processo. Em muitos casos, as organizações
estão implantando estruturas organizacionais que contemplam a existência
de um gerente de nível sênior para gerenciar toda infra-estrutura
tecnológica e processos para apoiar as iniciativas de gestão
do conhecimento no ambiente organizacional.
Coordenação do Curso.